Totem de fichas para eventos: como tirar a fila do caixa no dia de pico
Veja como o totem de fichas tira a fila do caixa em evento e dia de pico, quando compensa e a conta para planejar quantos totens o seu bar precisa.
Publicado em Por MenuWorks

Em dia de evento, o totem de fichas resolve um problema só, e resolve bem: a venda deixa de depender de poucos caixas. Em vez de uma fila por caixa, a casa abre vários pontos de venda ao mesmo tempo, e o cliente escolhe, paga e sai com a ficha impressa na mão.
Ele não compensa em todo evento. Este texto mostra onde compensa, onde não compensa e a conta para decidir quantos totens colocar no seu bar, na sua festa ou no seu quiosque.
Ao fim, você terá uma fórmula de capacidade para o seu público e uma lista do que medir no próximo evento.
Por que a fila do caixa de fichas trava o faturamento no pico
No modo Fichas, o cliente paga primeiro e só depois retira o produto no balcão com a ficha impressa. Isso organiza a cozinha e o balcão, mas coloca todo o peso da venda em um lugar: o caixa.
No intervalo do jogo, na virada do show ou na saída do cortejo da quermesse, todo mundo quer comprar ao mesmo tempo. O produto pode estar pronto, a bebida gelada, a equipe de pé, e a venda não acontece porque a fila anda devagar.
Quem vê uma fila longa tende a desistir ou a comprar menos de uma vez só. Não existe um percentual confiável publicado para isso, e não vamos inventar um. O caminho é medir: no próximo evento, peça a alguém para contar quantas pessoas olham a fila e vão embora.
Se a cozinha também trava no pico, leia por que o pico quebra a operação quando salão e delivery dividem a mesma cozinha.
O que o totem resolve no balcão de fichas
- Mais pontos de venda sem contratar mais caixas. Cada totem é um ponto novo, sem salário nem treinamento de operador.
- Sem troco. O pagamento é feito em maquininha dedicada (débito, crédito, voucher ou Pix), então não há dinheiro para contar nem moeda faltando.
- Sem erro de digitação. Quem escolhe é o próprio cliente, e a ficha sai com o que ele selecionou.
- Caixa conferido. Cada venda fica registrada com a forma de pagamento, e o fechamento deixa de ser adivinhação.
- Cardápio enxuto de evento. A tela mostra só o que está à venda naquele dia, com foto, e o item que acabou pode sair da lista.
- Equipe liberada. Quem estava no caixa passa para o balcão de retirada e para a produção, onde o pico também aperta.
O que as redes com autoatendimento ensinam
A Arcos Dorados, que opera o McDonald's no Brasil, investe em autoatendimento desde 2017: a primeira loja com totens abriu em 27 de julho de 2017, como mostra a reportagem da Exame sobre a primeira loja digital do McDonald's. Em 16 de novembro de 2020, a rede começou a testar o Pix nos totens, em algumas unidades, como registra o Tecnoblog sobre o teste do Pix no autoatendimento do McDonald's. Isso não significa que todo totem da rede aceite Pix.
O Burger King Brasil também tem uma página oficial sobre o pedido pelo totem. A lição para o seu evento não é copiar as redes: é que o cliente brasileiro já está acostumado a pedir e pagar sozinho numa tela.
Este texto cita apenas redes com uso de totem registrado em fonte aberta. As demais ficam de fora até que o uso seja confirmado.
Ticket médio: o que a fabricante diz e como medir na sua casa
Fabricantes publicam números animadores. A Tillster informa que os clientes dela observam, em média, aumento de 10% a 15% no valor do pedido com totens. É um resultado médio declarado pela própria fabricante, e não garantia para o seu bar.
Para ter a ordem de grandeza, imagine um ticket hipotético de R$ 50,00: um aumento de 10% a 15% o levaria a R$ 55,00 a R$ 57,50. A conta é ilustração, não promessa.
Em evento com cardápio enxuto, o efeito pode ser menor, porque há menos itens para sugerir. Por isso, meça: divida o faturamento pelo número de vendas do último evento com caixa e compare com o primeiro evento com totem.
Se a sugestão de adicional na tela funcionar, o ticket sobe. Se não funcionar, você saberá, sem depender de percentual de terceiros.
Quantos totens colocar: a conta de capacidade
A fórmula é simples: pontos necessários = compras na hora de pico ÷ compras que cada ponto atende por hora.
Veja um exemplo com premissas hipotéticas, escolhidas para a conta, que não são dado de mercado: 1.500 pessoas no evento e 40% comprando fichas na hora de pico dão 600 compras por hora.
Suponha ainda que um caixa treinado leve 45 segundos por venda (80 por hora) e que o cliente, no totem, leve 90 segundos (40 por hora).
| Arranjo | Conta | Pontos de venda |
|---|---|---|
| Só caixas | 600 ÷ 80 = 7,5, arredondado para cima | 8 caixas |
| Só totens | 600 ÷ 40 | 15 totens |
| Misto | 4 caixas (320 por hora) + 7 totens (280 por hora) | 11 pontos |
Repare no que a conta mostra: por venda, o totem tende a ser mais lento que um caixa treinado. O ganho está em multiplicar os pontos sem multiplicar operadores nem troco, e em manter as vendas andando em paralelo.
Troque as premissas pelas suas. Cronometre o tempo de venda no caixa e, quando tiver totem, no totem. Deixe sempre um ponto de reserva, porque um equipamento parado no pico custa caro.
O caminho do cliente do totem à ficha
O fluxo previsto para o totem do MenuWorks segue o modo Fichas: o cliente escolhe, paga, decide o CPF na nota, recebe as fichas e retira no balcão. A NFC-e foi instituída em âmbito nacional pelo Ajuste SINIEF 19/2016, e cada estado tem regulamentação complementar, conforme o manual de orientação da NFC-e no Confaz. Confirme com o seu contador como emitir a nota em evento.
Quando o totem não compensa
- Evento pequeno. Se a fila raramente passa de poucas pessoas, um caixa bem treinado resolve.
- Público pouco habituado. Mantenha ao menos um caixa com atendente ao lado para quem prefere falar com alguém.
- Sem internet ou energia confiável. Sem plano B, o totem para junto com o sinal.
- Cardápio longo e cheio de variações. Tela cheia de opções atrasa a escolha e alonga a fila.
- Sem equipe no balcão de retirada. Se ninguém entrega os produtos, a fila só muda de lugar.
Próximo passo: meça o último evento antes de decidir
Pegue o relatório de vendas por hora do seu último evento e marque o horário de pico. Cronometre o tempo de uma venda no caixa, conte as desistências na fila e aplique a fórmula acima. Se você ainda não tem esse histórico, veja como usar o histórico de vendas do PDV para prever demanda.
O número de totens fica claro quando a conta é sua. Para o planejamento completo, o ebook deste tema reúne o antes, o durante e o depois do evento.
O MenuWorks está desenvolvendo o seu Totem de Autoatendimento, integrado ao modo Fichas. O fluxo previsto: o cliente escolhe os produtos no totem, paga numa maquininha dedicada (débito, crédito, voucher ou Pix), informa ou dispensa o CPF/CNPJ na nota e recebe as fichas impressas para retirar no balcão. O totem está em desenvolvimento, sem data nem preço definidos. Conheça o MenuWorks e entre na lista de interesse do totem.
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